JESUS TE AMA COMO NINGUÉM POIS ELE É TEU SALVADOR

A CRIAÇÃO> GÊNESIS 1 E 2


O primeiro relato da Criação no Gênesis 1, conta-nos poeticamente ou liturgicamente que a Obra da Criação se deu numa semana sagrada de sete dias. Ora, muito já se discutiu quanto a ser estes dias semanais de 24 horas solar (como hoje). E há aqueles que absurdamente encontrou uma lacuna de eras gelógicas entre os versículos 1 e 2, afirmando até que o estado caótico descrito pelo versículo 2: "A terra era sem forma e vazia". Se deu em decorrência de um cataclismo (possivelmente a queda de satanás, a serpente do capítulo 3, quando expulsa do céu.), ocasião em que destruiu os dinossauros que possivelmente existiam na primeira criação do versículo 1. Ora, tal exegese (interpretação) é fantasiosa, tortuosa e falsa: ela não se sustenta na confrontação com uma simples análise gramatical e teleológica. Outros há que interpretam o plural "façamos" como uma indicação da "Trindade": novamente outro absurdo! Vejam, já dissemos e agora repetimos: não cabe aqui uma carga semântica (de significados) nem do NT e nem da teologia patrística e das grandes confissões e credos (como o credo apostólico). Se se adota uma abordagem de análise canônica: aplicar o NT ao AT. Para se ter uma espécie de teologia bíblica, isto só satisfará aos cristãos evangélicos de Hoje: exceto muçulmanos e judeus. Além de forçar o texto a dizer o que ele não diz originalmente. Enfim, o que Gênesis 1 diz é que, pelo prisma contextual e teleológico da Torá (Pentateuco), Deus, o Poderoso El-Shaddai, o Elion de Abraão e Melquisedeque, quando criou os céus, a terra, o mar e tudo o que há neles, usou uma sagrada semana de sete dias: em seis dias criou e obrou sua fantástica obra de criação e no sétimo dia do sabá descançou. Por essa razão, o segundo livro da Torá (Êxodo), no capítulo 20, nos exorta a guardar o sétimo dia: o sábado-sabá. Dando-nos como razão o simples fato de que depois de seis dias de Trabalho, o Criador santificou (separou) o sétimo dia para descançar de seu trabalho. Assim, o homem, a Imagem do Criador, deverá fazer o mesmo. E neste descançar, reservará tempo para sua família (o que fazem os judeus até hoje, por isso desfrutam de uma família estruturada.), ocasião em que ensinará aos seus filhos (herança do Senhor) as 'obras' do seu Criador. É simples assim! O mistério da encarnação do verbo não se explica. Da mesma forma, o mistério da Criação do Universo, juntamente com as criaturas racionais: angélicas e humanas. Não se explica! Embora se tente explicar tal mistério, contudo, nunca será esgotado: por que Deus fez tantos planetas e galáxias e nos deixou num minúsculo planeta azul? por que a ciência estabeleceu uma idade de milhões de anos para a terra evoluir de eras glaciais e informe e os crentes fundamentalistas insistem na literalidade do relato simplista de Gênesis? Não importa o que certos homens de ciência digam: se o homem veio da ameba ou do macaco. O que importa é acreditarmos na tamanha dignidade com que nos trata o Gênesis 1: não somos produtos de evolução ou do acaso, mas fomos originados e proviemos dos Deuses (Elohim). Isto é 'dignitas' (ter a 'imago Dei'). Somos Nefilim, ou melhor, somos Bene-Elohim (Filhos de Deus). Tudo isto 'implica' em Redenção, Glorificação, Esperança escotológica. Dissemos: 'implica'. Não significa! Ser criado por UM Deus tão Poderoso e Bondoso, Fonte de todas as formas de vidas, com tamanha biodiversidade e criatividade de zoologia, flora, hidrografia e mineral, dentro de um quadro de obra de arte que é este vasto Universo, 'implica' numa existência glamurosa, cheia de adrenalina, com possibilidades ainda não sondadas. Imaginem só Adão e Eva neste mundo recém criado. E tentem imaginar com a verdade de que eles não ficavam doentes-enfermos, cançados como hoje, sem o medo e a sombra da morte. Não havia entre eles ciúmes, impotencia sexual, infertilidade, desafetos, brigas, rivalidades, etc. Isto é 'tema' para próxima postagem: o relato de Gênesis 2.