JESUS TE AMA COMO NINGUÉM POIS ELE É TEU SALVADOR

ADÃO E EVA NO ÉDEN (PARAÍSO) PRIMITIVO


Mito ou lenda? Parábola ou fato real tal como está descrito? Eis a polaridade da questão evolvida sobre o primeiro casal humano e primevo: Adão e Eva. Uns preferem acreditar que tudo quanto está descrito nos dois capítulos de Gênesis 2 e 3 foi tal como está, ou seja, pura descrição literal e histórica; para tanto alegam que como Jesus e Paulo, por exemplo, citaram estes personagens e eventos como sendo históricos = reais, não deveríamos duvidar de sua historicidade = realidade. Outros há que também acreditam que o casal edênico e paradisíaco , bem como os
eventos da Queda e do Dilúvio, dentre outros narrados no Gênesis, foram reais = realidades. Tal aparente polaridade ou dialética se deve a simples preferencia pessoal, pois quando Jesus afirmou: "eu sou o caminho e a verdade, ou, vós sois a luz o sal da terra, ou ainda, eu sou o maná do céu" estava tanto falando metaforicamente quanto literalmente". Assim, comer a 'maçã' da árvore do conhecimento, ou comer o 'manar' da árvore da vida, bem como falar com uma serpente falante, ou fugir do fogo de uma espada inflamável das mãos de um querubim à porta do paraíso, são tanto metafórico quanto literal. Insistimos: a semana de seis dias de criação são tanto literais quanto símbolos de períodos incalculáveis.Por que é assim? Porque uma parábola e metáfora bíblica como a casa construída na areia e o pobre Lázaro no seio de Abraão enquanto o rico no fogo do inferno são, todos eles, re-presentantes e presentantes de verdades e fatos espirituais meta-históricos e supra- históricos. Portanto, deixemos de lado esta polarização e criticismo tolo que só levam a descrença e incredulidade do que Deus tem revelado para nós.


Em primeiro Lugar: Adão e Eva foram criados 'diretamente' por Deus. Não foram concebidos e gerados num ventre materno como todos os seres humanos descendentes desde então. Na árvore genealógica da raça humana, eles são os únicos ascendentes insubstituíveis. E quando foram criados, este casal especial, não foram criados e feitos em Pecado. Isto significa que todo o ser, a personalidade, o caráter, a índole, o livre-arbítrio, os sentimentos, e sua estrutura fisiológica e psicossomática estavam plenamente desenvolvidos e perfeitos como os anjos nos céus. Integridade, equilíbrio, harmonia, e autosatisfação havia nestes dois primevos seres humanos. Contudo, era a alma de Adão e de Eva eternas? Se eram, então, nós, seus descendentes, somos seres de almas eternas: aqui deve-se entender eternidade como um conceito de uma substância almática ou espiritual que não pode ser destruído pela morte ou por qualquer outra coisa. Ora, os que creem na eternidade da alma, interpretam o sobro de Deus de Gênesis 2.7 como o fôlego/sopro  que deu ao ser humano Adão (e através dele a  nós) uma alma vivente, ou seja, uma alma eterna. Pois bem, tal interpretação está equivocada!  Se a alma de Adão fosse eterna, por que então Deus pôs uma árvore fonte de vida para que ele pudesse ter acesso livrimente e que, depois de ter pecado, foi proibido de comer dela? Se a alma de Adão fosse eterna por que Deus havia ameaçado de morte se ele comesse do fruto proibido? não seria tola advertência? pois Adão poderia pensar: como sou eterno, por que deveria eu temer esta advertência de morte? Se a alma de Adão fosse eterna, e a nossa, por que Deus prometeu enviar um descendente da mulher-Eva (uma semente redentora = Cristo) para esmagar a serpente e seus efeitos: maldição e morte? Ou seja, como se pode ofertar Vida eterna a uma pessoa que já possui uma alma eterna? Se a alma de Adão era eterna, por que a língua hebraica usa os mesmos vocábulos e cognatos para os seres racionais (humanos) e seres irracionais (animais)> nefesh = ruah:


1) E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida (ruah); e o homem foi feito alma (nefesh) vivente> Gn 2.7;

2) Então disse o Senhor: Não agirá para sempre o meu espírito (ruah) no homem; porque ele também é carne... Gn 6.3;

3) Porque eis que eu trago um Dilúvio de água sobre a terra, para destruir toda carne em que há espírito de vida (ruah) debaixo dos céus... GN 6.17;

4) Assim foi destruído todo ser vivente (nefesh) que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal..., foram extintos da terra... Gn 7.23.

Portanto, linguisticamente tanto o animal irracional como o homem, ambos, possuem ruah = espírito + nefesh = alma = um ser animado por um sopro vital. Por isso é que podem morrer e perecer a ponto de voltarem a ser pó. Destarte, o conceito de uma substância almática eterna, é um conceito platônico e principalmente neo-platônico: não é bíblico. Assim, sem pestanejar, afirmamos: Adão e Eva eram seres mortais, e como tais, eram dependentes de Deus, dependentes da graça e da dádiva de ter acesso à árvore (símbolo de Cristo) fonte de vida, para poder comer num ato sagrado de santa ceia edênica e paradisíaca, e assim, alimentados pela Vida, poder continuar a viverem no mundo recém criado.


Em segundo lugar, Adão e Eva poderiam livremente ter relações sexuais no Paraíso do Éden e assim, ter tido os filhos Caim, Abel, Sete e suas várias Filhas (Gn 5.4) dentro do Paraíso, por várias razões:

1) Foi o próprio Deus quem fez o casamento dos dois dentro do paraíso;

2) O próprio Deus disse: "Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, e serão ambos uma só carne" (Gn 2.24). E como Adão e Eva não tiveram pai e mãe humanos, sendo o próprio Deus seu pai e sua mãe, então, como adultos criados, podiam se unirem como uma só carne na relação heterossexual;

3) Deus já havia deixado o mandamento natural procriativo: "Frutificai e multiplicai-vos sobre a terra" (GN 1.28).


Em terceiro lugar, Adão e Eva não tinham PECADO: eram livres como um leão e um tigre. Podiam ter relações sexuais quantas vezes desejassem (eles viviam nus!). Podiam ter quantos filhos desejassem. Podiam comer livremente e abundantemente no Paraíso. Podiam curtir a vida e viver com fartura e prosperidade, pois o mundo era deles: não havia proibição de conhecer o mundo fora do Jardim do Éden, conhecer a Europa, o extremo Oriente, a África, a América etc. A proibição era única e exclusiva: "Não comereis da árvore do conhecimento do Bem e do Mal" (Gn 2.17). Ora, muitos hoje associam o Pecado com sexo, com bebida (cerveja, vinho etc.), com roupa ou com danças, com jóias, com Riqueza etc. Para muitos religiosos e mentes fracas ou pessoas fracas de consciência, Pecado é quase TUDO. Pois bem, quando Adão Pecou, ele não pecou contra Eva e nem contra si ou contra os animais e o mundo. Mas contra Deus, tão somente (Salmos 51.4). Portanto, Pecado deve ser acima de tudo interpretado e entendido como "Algo" contra Deus o Criador: quebrar e desobedecer sua Palavra direta e clara; quebrar a comunhão e relacionamento de criatura-dependente com o Pai-Criador autossuficiente e bondoso. Pecado é virar as costas para Deus. Pecado é não amar a Deus com o nosso coração e mente. Pecado é a explícita recusa de viver aos cuidados do bondoso Criador. Pecado é viver buscando viver para o ego, tentando estabelecer seu próprio Reino em oposição ao Reino de Deus. Assim, quando o 'elo' de ligação com a fonte da Vida e da felicidade é quebrado, sérias consequências advém sobre
tudo e sobre todos os que estão à nossa volta e que dependem de nós: o paraíso é perdido, o relacionamento com Eva (esposa) já não é mais o mesmo, pois como aconteceu com Lameque (Gn 4.19), uma única mulher não é suficiente! O mundo e a sociedade que depende de nossa liderança e cuidado, agora, está debaixo de maldição (Gn 3.17). Os filhos agora nascem à nossa semelhança e imagem, ou seja, são filhos de um pai pecador (Gn 5.3). Enfim, o reino de morte e de pecado passa agora a imperar e a dominar sobre as nossas vidas: eis aí a Queda de Adão!


                         Continua...